sábado, 29 de setembro de 2007

Convocação oficial para representar o Brasil no Oscar 2008.

Em 1994, ano do tetra, eu tinha 10 anos, jogava botão e amava futebol. Na época, para mim, aquela final bizonha decidida nos pênaltis era um feito espetacular. Imagine ter 10 anos, jogar botão e amar futebol em 1970. Este é Mauro, protagonista de O Ano em que Meus Pais saíram de Férias. Aliás, um filme lindo (não é à toa que fui vê-lo duas vezes no cinema). Além de tecnicamente impecável, o enredo é multiplamente fabuloso. Singelo como só quem escreveu os episódios de Castelo Rá-Tim-Bum poderia escrever. Grandioso como todo filme que retrata bem a ditadura militar em seu plano de fundo. Complexo como qualquer expressão artística que tenha como tema principal a solidão. E, acima de tudo, faz brilhar os olhos de quem assiste como um menino de 10 anos que vê o Pelé conquistando o tri.

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