domingo, 28 de outubro de 2007

Mais um ano pagando meia.

Desde sempre a profissão de publicitário é diferente das “profissões comuns”, principalmente para quem é de criação. Muitos dos grandes criativos da propaganda brasileira nunca fizeram um curso superior. Ou fizeram outro que não Publicidade e Propaganda, como o historiador que hoje é diretor de criação de uma das grandes agências daqui de Curitiba. Como eles entravam na propaganda? Às vezes por acaso. Às vezes montavam um portifólio por conta própria e iam atrás de agência. O fato é que isso mudou. A não ser que o cara seja um gênio, o caminho é mais ou menos o mesmo. Começa por cursar PP em alguma faculdade. Uma agência júnior é o segundo degrau, mas há quem vá direto para o terceiro: arranjar um estágio numa boa agência. Estágio cadastrado no CIEE. É essa a nossa realidade. É quase impossível pular este degrau e ir para o próximo. Quem consegue virar redator ou diretor de arte júnior numa boa agência sem ter estagiado numa boa agência merece meus aplausos de pé. É muito difícil. Tão difícil que resolvi não me formar este ano para ter mais oportunidades profissionais.
Ironia, não?



segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Vergonha na cara, emetevê.

Tá faltando Marise Manoel nesse mundo. Esta teoria começou ao observar alguns alunos da minha querida faculdade que insistem em estagnar nos 16 anos, mesmo tendo vinte e tantos. Mas o estopim deste relato foi o VMB 2007. Eu costumo perguntar para os meus amigos se fui eu que evoluí ou se a MTV que degradou. Pode ser que eu tenha evoluído um pouco, mas a resposta certa é a segunda opção. O VMB deste ano foi um retrato da mediocridade. Como podem considerar a Pitty uma super-cantora? E mais: Fresno é a revelação do ano. NXZero levou prêmios. E a Soninha não está mais por lá.
Pode ser coisa de velho, mas no meu tempo a MTV era bem melhor. E tinha Marise Manoel para ajeitar os calouros na faculdade. Que saudade!

Se quiser ler uma crítica melhor escrita sobre o VMB: www.adstudio.com.br/blog