domingo, 2 de dezembro de 2007

Salve o Corinthians.


Enfim o Corinthians pagou o caro preço de suas parcerias estranhas.
A primeira delas foi com o extinto Banco Excel. Grandes jogadores vieram, foram campeões paulistas, tiveram um Campeonato Brasileiro pífio em 97 e o timão precisou ser reconstruído. Logo, o elenco foi muito bem composto com outra parceria estranha. A Hicks Muse montou um memorável time corintiano. Dida, Gamarra, Vampeta, Rincón, Ricardinho, Marcelinho, Edílson e Luizão eram as grandes estrelas. Os títulos vieram naturalmente. Passadas as glórias, a Hicks encheu o bolso de grana e deixou o Timão novamente a ver navios. Enfim veio a MSI. Era óbvio o que estava por vir. Um bom período com título, um desmanche e enfim o merecido castigo: a segundona e um caminhão de dívidas. Resta agora que corintianos sérios se unam para obedecer o hino e salvar o Corinthians.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O que é boa música?

Quem sou eu para responder tão difícil e complexa pergunta. Mas já que o mestre Sérgio Menezes (Menexex) lançou o desafio, não fugirei. Boa música é mais ou menos o que o Arnaldo Antunes canta em “Música para Ouvir”. Tem música para ouvir no estádio (a melhor é a versão The Wall da torcida rubro-negra), música para pular carnaval, música para ninar nenê, música para ouvir no dentista e tantas outras. Independente da “utilidade” da música, as boas são as que ficam. É como um bom anúncio. Existem aqueles que cumprem o briefing e funcionam. Mas para ser bom de verdade, é preciso ter um grande conceito. Chega de Saudade é A - “a” maiúsculo mesmo - boa música brasileira. É como “Think Small” para a propaganda. Os anos passam e ela continua sendo nova e genial.
A boa música pode se tornar ainda melhor. Águas de Março prova isso. Se já não bastasse a bela letra e melodia do maestro soberano, recebeu a voz da Elis e conseguiu se tornar ainda mais bela.

Espero ter conseguido responder a difícil pergunta. Mas é claro que o grande Menezes vai dar a sua resposta e quem passar por aqui que não perca a opinião do mestre.

domingo, 28 de outubro de 2007

Mais um ano pagando meia.

Desde sempre a profissão de publicitário é diferente das “profissões comuns”, principalmente para quem é de criação. Muitos dos grandes criativos da propaganda brasileira nunca fizeram um curso superior. Ou fizeram outro que não Publicidade e Propaganda, como o historiador que hoje é diretor de criação de uma das grandes agências daqui de Curitiba. Como eles entravam na propaganda? Às vezes por acaso. Às vezes montavam um portifólio por conta própria e iam atrás de agência. O fato é que isso mudou. A não ser que o cara seja um gênio, o caminho é mais ou menos o mesmo. Começa por cursar PP em alguma faculdade. Uma agência júnior é o segundo degrau, mas há quem vá direto para o terceiro: arranjar um estágio numa boa agência. Estágio cadastrado no CIEE. É essa a nossa realidade. É quase impossível pular este degrau e ir para o próximo. Quem consegue virar redator ou diretor de arte júnior numa boa agência sem ter estagiado numa boa agência merece meus aplausos de pé. É muito difícil. Tão difícil que resolvi não me formar este ano para ter mais oportunidades profissionais.
Ironia, não?



segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Vergonha na cara, emetevê.

Tá faltando Marise Manoel nesse mundo. Esta teoria começou ao observar alguns alunos da minha querida faculdade que insistem em estagnar nos 16 anos, mesmo tendo vinte e tantos. Mas o estopim deste relato foi o VMB 2007. Eu costumo perguntar para os meus amigos se fui eu que evoluí ou se a MTV que degradou. Pode ser que eu tenha evoluído um pouco, mas a resposta certa é a segunda opção. O VMB deste ano foi um retrato da mediocridade. Como podem considerar a Pitty uma super-cantora? E mais: Fresno é a revelação do ano. NXZero levou prêmios. E a Soninha não está mais por lá.
Pode ser coisa de velho, mas no meu tempo a MTV era bem melhor. E tinha Marise Manoel para ajeitar os calouros na faculdade. Que saudade!

Se quiser ler uma crítica melhor escrita sobre o VMB: www.adstudio.com.br/blog

sábado, 29 de setembro de 2007

Convocação oficial para representar o Brasil no Oscar 2008.

Em 1994, ano do tetra, eu tinha 10 anos, jogava botão e amava futebol. Na época, para mim, aquela final bizonha decidida nos pênaltis era um feito espetacular. Imagine ter 10 anos, jogar botão e amar futebol em 1970. Este é Mauro, protagonista de O Ano em que Meus Pais saíram de Férias. Aliás, um filme lindo (não é à toa que fui vê-lo duas vezes no cinema). Além de tecnicamente impecável, o enredo é multiplamente fabuloso. Singelo como só quem escreveu os episódios de Castelo Rá-Tim-Bum poderia escrever. Grandioso como todo filme que retrata bem a ditadura militar em seu plano de fundo. Complexo como qualquer expressão artística que tenha como tema principal a solidão. E, acima de tudo, faz brilhar os olhos de quem assiste como um menino de 10 anos que vê o Pelé conquistando o tri.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Elevador X Curitibano

Um dos momentos mais constrangedores na vida de uma pessoa nascida na Capital Anti-social (oba! Trocadilho.) é estar com um desconhecido num elevador. Eu costumo fixar-me na primeira poeira que encontrar dentro daquele cubo. E, como um louco, olho para o ponto como se estivesse extremamente entretido. Se o estranho não está fazendo nada no elevador, eu estou. Mas alguns, sem valorizar minha observação à poeira, puxam assunto sobre o tempo. Vai chover hoje! O dia está lindo! Ou o pior de todos: este tempo de Curitiba é maluco. Uma hora está sol, na outra está frio.
Chega! Eu não agüento mais. Por isso peço do fundo do coração para que todos os elevadores dessa cidade possuam um aparelho Elemídia. O edifício ganha uma graninha com a mídia e acaba com o constrangimento dos curitibanos.


sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Mais informação em menos tempo.

Pouco mais de uma semana atrás, os leitores de revistas do nosso Brasil foram brindados com a Revista da Semana (Abril). Inteligente e concisa, ela mistura a linguagem dos grandes portais da Internet com a tradicional linguagem de revista. Outra coisa que me chamou atenção foi a divisão entre fatos e opiniões em uma matéria sobre a sucessão presidencial. Isso passa credibilidade. Fato colocado como fato e opinião colocada como opinião.
Portanto, não perca a Revista da Semana. Você fica bem informado em menos de uma hora.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Carioca - Ao Vivo

4 de abril de 2007. O melhor show da minha vida, por enquanto. Começa com “Voltei a Cantar” de Lamartine Babo. Música que faz todo sentido para quem ficou cerca de 7 anos sem se apresentar numa turnê. Logo vem uma série de canções que não figuram entre os grandes clássicos da sua carreira. Se é que alguma música do Chico pode não ser considerada um clássico. O show avança sem deixar transparecer o tempo que passa. Até que chega a “hora de ir embora, quando o corpo quer ficar, toda alma de artista quer partir”. Mas não parte. E volta duas vezes para o bis. Porém, é inevitável. Mais algumas poucas músicas e “era fatal que o faz-de-conta terminasse assim”. O melhor show que já presenciei acabou. Custou árduos 140 reais e o peso na consciência de furar a fila para garantir os melhores lugares do teatro para mim e meus amigos. Hoje, matei a saudade daquele belo momento. Carioca Ao Vivo, em cedê e devedê, é tudo isso.
Portanto, não perca.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Sai Lopes, entra Ney Franco.

A diretoria do meu querido Atlético teve um lapso de lucidez ao demitir a comissão técnica que levou nossos co-irmãos à série B. E, confesso, fiquei muito feliz com a contratação do Ney Franco. Um treinador que, em pouco tempo, se acostumou a fazer bons trabalhos em elencos medíocres. Foi assim no Ipatinga e no Flamengo. Tomara que também seja assim no Furacão.
Por favor, Ney. Faça com que o Atlético não perca sua vaga na primeirona.

sábado, 18 de agosto de 2007

"Nada do que não foi poderia ter sido"

Depois dos jornais Gazeta do Povo, Valor Econômico, O Estado de S. Paulo e da Revista Bravo, chega a hora do Não-perca se render aos encantos do mais novo livro de Cristovão Tezza: O Filho Eterno (Ed. Record).
Em romance fortemente biográfico, Tezza narra, em terceira pessoa, sua relação com um menino muito especial: seu filho Felipe (portador da Síndrome de Down). O livro também tem um caráter de "acerto de contas" com o passado. É uma espécie de mergulho nos pensamentos do personagem "pai do Felipe" com o julgamento que o autor Cristovão Tezza faz. Mas, acima de tudo, é uma grande e forte história de amor entre pai e filho.

"...voltando para casa sem o filho, o mesmo filho que ele desejou morto assim que nasceu, e que agora, pela ausência, parece matá-lo".
Não perca.