terça-feira, 12 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Zuzu Angel


Eu já tinha ouvido falar nesse nome. Em um livro que ganhei sobre a vida de Chico Buarque, um capítulo de 2 páginas é dedicado a amizade dele com Zuzu. Lembro-me de ter achado muito forte o que li, o teor do último bilhete que ela deixou para Chico. Mas passado uns 6 meses dessa leitura, confesso que eu pouco lembrava do pouco que eu conhecia da história de Zuzu.

Até que ontem, graças a uma gripe chata pra caramba, fiquei o domingo todo na cama vendo futebol e depois um filme: Zuzu Angel. A crítica de cinema não gosta muito dessa obra. Diz que as atuações não são aquelas coisas, que a direção não é tão boa, que o foco do roteiro não foi bom. Sei lá. Não concordo, nem discordo. Mas adorei o filme. Talvez eu goste tanto por não tê-lo visto como um filme. Mas sim como uma triste história do nosso país. O que li da crítica sobre o filme diz que ele é muito pequeno pra Zuzu, que diminui o mito. Bom, eu passei a ser fã dessa mulher. Não me lembro de nenhuma brasileira que seja maior símbolo de mãe que Zuzu Angel.

Para quem (como eu até ontem) não viu e não sabe quase nada da história dessa mulher, ela era uma cidadã ideal para os moldes do Regime Militar por um tempo. Era uma costureira de classe média que em pouco tempo se tornou a maior estilista do Brasil ao mesmo tempo que seu filho, Stuart Angel, militava pela democracia. Mas os milicos-filhos-da-puta prenderam Stuart, torturaram e mataram-o. Zuzu soube disso. Mas os MFDP continuavam fingindo que ele estava foragido, colocando cartazes de “procurado” com o rosto do rapaz. Zuzu só queria enterrar o filho. Mas ele já estava no fundo do mar. Por 5 anos, Zuzu teve a coragem que era de seu filho e lutou contra a ditadura de todas as formas que conseguiu.

No dia 23 de abril de 1975, Zuzu deixou um bilhete para Chico que dizia: ”(...)Se algo vier a acontecer comigo, se eu aparecer morta, por acidente, assalto ou qualquer outro meio, terá sido obra dos mesmos assassinos do meu amado filho”. Um ano depois, no dia 14 de abril de 1976, o “acidente” que ela previu aconteceu.

O filme não é novo. É de 2006 e já está passando na Net. Se ainda não viu, não perca.

Letra de Angélica (música que Chico compôs em homenagem à amiga):

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil."

Eu costumo repugnar curitibocas que dizem que a capital anti-social é um pedaço de Europa no Brasil. Mas, como diz o clichê, toda regra tem exceção. Nos dias de carnaval, Curitiba é sim um pouquinho Europa. No lugar das escolas de samba, dos trios elétricos, dos bonecos de Olinda, o que se vê é o vazio da cidade. O que se ouve, ao invés de samba, axé ou frevo, é o silêncio. Alguns desavisados chegam a acreditar que haverá desfile de escolas de samba aqui, quando, na verdade, isso é apenas uma grande piada que os telejornais contam. O que há é uma pequena sátira ao carnaval que dura apenas algumas horas. E acaba no sábado, mesmo.
Hoje é quarta-feira de cinzas. As ruas de Curitiba nunca ficam tão limpas quanto neste dia.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Is God.

“Gostava apenas de ficar sentado em uma cadeira de praia observando as crianças brincarem n’água, e de vez em quando olhando para o mar onde nosso lindo barco estava ancorado. Realmente era como um sonho.”

Acabo de ler Eric Clapton – A Autobiografia (Planeta, 2007). Um livro corajoso de um grande homem. Eric sobrevive às drogas, ao álcool, às inúmeras e grandes perdas. Eric estourou com sua música, entrou em decadência, mas provou que era gênio. Eric roubou esposa de amigo, transou com uma mandingueira picareta para ter a esposa de volta e, aos 54 anos, fez a “primeira escolha saudável” de uma parceira. Mas o trecho que destaquei lá em cima é o que considero a grande vitória de Clapton. É o sublime momento de observar as filhas brincando na praia.

Grande Eric. Grande livro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pra você rememorar.

Faz tempo que não atualizava esse blog. Mas o cedê solo da Fernanda Takai (Onde Brilhem os Olhos Seus) merece meu sincero elogio.
O vasto repertório de Nara Leão é muito bem tratado por Fernanda, que encarna todas as fases da musa da Bossa Nova (que, Bossa Nova mesmo, gravou pouco). Canções como Diz Que Fui Por Aí, Com Açúcar, Com Afeto, Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos e Lindonéia renascem modernizadas e muito bem tratadas.
Se ainda não ouviu, não perca tempo.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Salve o Corinthians.


Enfim o Corinthians pagou o caro preço de suas parcerias estranhas.
A primeira delas foi com o extinto Banco Excel. Grandes jogadores vieram, foram campeões paulistas, tiveram um Campeonato Brasileiro pífio em 97 e o timão precisou ser reconstruído. Logo, o elenco foi muito bem composto com outra parceria estranha. A Hicks Muse montou um memorável time corintiano. Dida, Gamarra, Vampeta, Rincón, Ricardinho, Marcelinho, Edílson e Luizão eram as grandes estrelas. Os títulos vieram naturalmente. Passadas as glórias, a Hicks encheu o bolso de grana e deixou o Timão novamente a ver navios. Enfim veio a MSI. Era óbvio o que estava por vir. Um bom período com título, um desmanche e enfim o merecido castigo: a segundona e um caminhão de dívidas. Resta agora que corintianos sérios se unam para obedecer o hino e salvar o Corinthians.